Entrada Gabinete de Imprensa Orgos Comunio Social Imprensa 12/08/2011 por Pblico

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Explosões em fábrica de pirotecnia de Oleiros provocam um ferido

Duas fortes explosões ocorridas na noite desta quinta-feira, na Pirotecnia Barquense, em Oleiros, conselho de ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, provocaram um ferido, bem como um incêndio florestal e avultados danos na própria fábrica e em edifícios vizinhos. As explosões foram sentidas a vários quilómetros de distância.

 

                                                                   fonte da imagem: abola.pt

“Felizmente que na fábrica não estava ninguém. Se fosse de dia e estivessem pessoas a trabalhar estaríamos a falar de outras consequências”, admitiu o comandante distrital de Operações de Socorro, Paulo Esteves. A potência das explosões na fábrica da Pirotecnia Barquense destruiu pavilhões da empresa, postes de electricidade e até viaturas, além de partir vidros de várias habitações nas proximidades. Segundo vários relatos locais, foram sentidas a “pelo menos” dez quilómetros de distância.

“A nossa prioridade foi salvaguardar dois contentores, com material pirotécnico, que se encontravam no interior e felizmente isso foi feito. Depois tivemos ainda de combater os incêndios florestais provocados pelas projecções da pirotecnia”, acrescentou Paulo Esteves. O incêndio que deflagrou na fábrica e que rapidamente se transformou num fogo florestal chegou a ser combatido por 58 bombeiros, de seis corporações do distrito de Viana do Castelo, durante mais de uma hora e meia.

“Há um ferido a registar, com uma fractura da clavícula. Trata-se de uma pessoa que sofreu uma queda, provavelmente na sequência da onda de choque que se seguiu à explosão”, admitiu Paulo Esteves. As explosões aconteceram cerca das 23h00, altura em que, garantiu à Lusa fonte da administração da empresa, “não se encontrava ninguém no interior”. A GNR estabeleceu um perímetro de segurança de algumas centenas de metros em redor da fábrica.

Força da explosão destruiu vidros de habitações vizinhas

Segundo vários populares, a onda choque provocada pela explosão partiu vidros de habitações nas imediações. Maria do Carmo, proprietária de um estabelecimento comercial em fase de instalação a poucas centenas de metros da fábrica, viu a explosão partir todos os vidros. “Estava à espera de um cenário ainda pior porque foram explosões muito fortes”, contou. O espaço comercial estava em fase final de instalação, mas agora terá de ser totalmente renovado, depois do “susto” que confessa ter vivido. “Estava a sentada a conversar com a minha filha e só tive tempo para sair porta fora”, disse ainda.

As causas que estiveram na origem destas explosões deverão ser investigadas por especialistas da PSP, entidade que supervisiona a utilização de explosivos em Portugal.

Já hoje, a Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil (ASPROCIVIL) alertou para a necessidade de mais fiscalização das fábricas de pirotecnia, pela ASAE, câmaras municipais e Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). O alerta da ASPROCIVIL visa “não só a fabricação dos artefactos, mas também o seu transporte e lançamento”, lê-se em comunicado.

“Dada a natureza perigosa desta actividade impõe-se um maior controlo na actividade de fabricação, transporte e uso, mas também, rigor na aprovação deste tipo de fábricas, pois o risco é de índice muito elevado, estando sempre o acidente à espreita”, refere a associação. A ASPROCIVIL aconselha a limitação da área, e barreiras que condicionem os efeitos e consequências das explosões (fogo e ondas de choque) e ainda características específicas de engenharia para os edifícios que albergam estas actividades e o seu afastamento de zonas habitacionais.

“Quanto ao transporte e manuseamento, sugere-se o aumento da formação e medidas mais apertadas para atribuição de credenciação, bem como, uma maior fiscalização pró-activa que não seja só para verificar os estragos e passar as multas”, adianta. Questionando quantas fábricas estão desconforme com a Lei, a ASPROCIVIL lembra que “cerca de 70 por cento destas fábricas estão licenciadas há mais de 50 anos”, obedecendo a critérios e obrigações de segurança que estão ultrapassados.

Actualizado em Terça, 16 Agosto 2011 14:33  

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