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O Governo deve obrigar os proprietários a limpar os seus terrenos como forma de ultrapassar a redução dos meios de combate a incêndios, defendeu hoje o presidente da associação de técnicos de segurança e proteção civil (AsproCivil).

A limpeza e preparação do terreno é, para Ricardo Ribeiro, “determinante” para que os incêndios tenham “menor impacto”, pelo que se deve “começar já a pensar na prevenção, nomeadamente com a limpeza do combustível nas zonas verdes”.

Admitindo que a redução de gastos com o combate aos incêndios, anunciada no domingo pelo presidente da Protecção Civil, “já era esperada no contexto da atual crise”, Ricardo Ribeiro sublinhou que a prevenção é a única forma de ultrapassar a situação.

 


“Não envolve assim tantos custos e os municípios, as associações de agricultores e os próprios agricultores e proprietários deveriam desde já começar a fazer isso”, referiu, defendendo que “se fosse feito, não se gastaria depois tanto dinheiro” no combate a fogos.

O presidente da Autoridade Nacional da Protecção Civil, Arnaldo Cruz, admitiu no domingo que serão feitos cortes no orçamento para meios de combate a fogos na ordem dos 20 por cento, sendo que os meios aéreos serão os que sofrem maior redução.

“Esta situação do corte - que não é positiva obviamente - pode ser grave ou suportável”, adiantou o presidente da AsproCivil.

“Os meios aéreos são sempre os mais caros para o Estado e o contribuinte português” e são “um meio importante de combate aos incêndios” pelo que pode, de facto, “pôr algumas condicionantes e limitações ao ataque direto ao incêndio” especialmente quando “houver vários incêndios grandes ao mesmo tempo”, reconheceu.

No entanto, insistiu, “a nossa grande preocupação enquanto técnicos de proteção civil é que o Governo atue imediatamente, obrigando câmaras, associações de agricultores e proprietários a fazer aquilo que a lei já obriga há vários anos - a limpeza e medidas de prevenção de incêndios -, mas que nunca é cumprido e que depois se traduz no agravar da dimensão e intensidade dos incêndios”.

Fonte: Correio do Minho

 

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